As Cabeças Trocadas

                                                                   (Thomas Mann)

 

( Após a leitura do livro,  e para que minha memória não perdesse, com o tempo, os detalhes desse romance quase filosófico - uma lenda indiana, fiz o  resumo abaixo,  assim deixo registrado com minhas palavras o que entendi desse rico romance espiritual, onde o autor  explora o choque entre desejo e proibição,  sagrado e profano e logicamente entre  corpo e mente )

                                                                                                                (lucelena maia)

                                                                                   

                                                   

                                                                

          A amizade deles baseava-se nas diferenças de seus sentimentos relativos ao eu e ao meu. Os de um ansiavam pelos do outro, espiando justamente aquilo que os divergia,  individualização, comparação, inquietude e admiração, produzindo desejo de troca e união. Isso, porque a argila da vida lhes era ainda mole e os sentimentos do eu e do meu, não rígidos, nem esfacelado pela unidade,  seguia pelo caminho do meio, sem  impregnação material, tão pouco excesso do  espiritual, para alcance do equilíbrio entre ambos, num pêndulo interior  espontâneo como  sustentáculo da harmonia, independente e indiferente aos desejos mundanos que moldam o ser humano, neles, ainda ausente.

            No píncaro da montanha, numa época em que a memória se originava nas almas dos homens, dois jovens se encontravam a cada dia para contemplar o sibilar dos pássaros, como fundo musical ao confronto da comparação que submetiam um ao outro, sendo, um de cabeça distinta, feições finas  e de  esmerado conhecimento intelectual devido o estudo da gramática, da astronomia e dos elementos fundamentais da ontologia, enquanto o outro, possuía o corpo robusto pelo manejo do martelo e semelhantes serviços braçais. Este, sendo mais jovem nunca quisera lidar com as coisas do espírito, conservando-se até mesmo ingênuo, ainda que vigoroso pela lida com o gado. O outro, dois anos mais velho, impressionava pela fala correta, por descender de uma estirpe de brâmanes versados no Veda. Em função das diferenças e da simplicidade que lhes habitava a alma não havia nada mais deleitoso, para ambos, que a convivência pura e despida de preconceitos, tornando-os, com o passar do tempo, cada vez mais amigos e inseparáveis.

            Aconteceu, um dia, saírem juntos numa viagem, a pé, por motivos de trabalho, o que, definitivamente, selou a amizade destes dois jovens que dividiam não só o sentimento fraterno que cultivavam, como, também, o alimento que cada qual carregava para saciar o corpo. Partilhavam, após a refeição, prazerosa conversa sob as sombras das árvores, onde repousavam por instantes, antes de seguirem viagem. Foi o mais jovem quem afirmou estarem acima da sede e da fome, da velhice e da morte, das mágoas e das ilusões por vivenciarem quietude acolhedora que, só, onde haveria de existir silêncio existiria algo que se pudesse escutar... Ele se referia ao Nirvana, causando  riso ao mais intelectual,  indignado pela atribuição do outro ao Nirvana de quieto e acolhedor, quando dele só se podia falar em negações. Assim, estavam eles, mais uma vez próximos entre si e muito distantes em conhecimento, ainda que o mais jovem afirmasse que todas as sensações de paz, do outro, não passasse de ilusão. O mais velho, então, afirmava bem saber que além da verdade da razão e de seu conhecimento existia a simbólica intuição do coração humano. Desta forma devaneavam por horas, a falarem da realidade para vislumbrarem a verdade, cuja palavra "poesia" seria a tolice que corre atrás da inteligência e para tornar-se inteligente era mister ficar novamente tolo. Dito isso, mantiveram-se calados por algum tempo, entregues a olhar o céu, deitados em absoluto silêncio. Silêncio que foi quebrado por um andar macio sobre as folhas secas. Passos leves, em sentido ao rio,  onde aconteciam rituais de banhos para purificação do corpo.

            Sentaram-se silenciosamente e de onde estavam puderam ver uma jovem depositar sobre os degraus da entrada o sari e o corpete, trajando apenas colares em volta do pescoço e uma fita branca que lhe prendia os cabelos em coque, do resto, quedava-se totalmente nua. Era formosa e deslumbrante. Os olhos, de ambos, se coloriram em dourado pelas encantadoras curvas do corpo dela que, cruzava os braços próximos à nuca, exibindo seios firmes, cintura fina e exuberantes nádegas. Mas não era justo estarem observando-a enquanto ela não os imaginava ali, recriminou-se o mais velho, porém o outro dizia não terem culpa em espiar o que se oferecia o ser, afinal, haviam chegado antes que ela àquele local. O mais velho, afirmava ser um momento sagrado e não uma brincadeira e pecaminoso era deixarem-se influenciar unicamente pela imagem sem se preocuparem com a alma , porém o mais jovem não tirava os olhos daquela tez bronze dourado.

              A voz trêmula e mais sonora que o habitual, arrebatada, certamente, por um sentimento diferente que apenas admiração por um corpo de mulher, fez o mais jovem desviar os olhos, da moça, para o amigo que, enxergava dela, já, a alma, sem se aperceber que se apaixonara por aquela criatura delicada e linda, de olhos grandes, oblíquos, como pétalas de loto. A partir de então, acabou-se o encanto e a brincadeira do mais jovem, em respeito a ele, que, com o passar dos dias se mostrava abatido, apático, desanimado, olhos entristecidos e limitando-se a usar somente as palavras necessárias, e por muitas vezes trocou o sim pelo não, e quando deveria dizer não usava o sim. Tudo parecia indicar doença e ele já manifestava ânsia pela morte,  solicitando uma cabana de lenha para ser queimado, quando, este, descobriu, ao dizer-lhe da amizade sincera que cultivavam e, que, se lhe construísse uma cabana de lenha, se entregaria às chamas junto dele,  que, a doença aferrada do amigo era o amor. Desatou a rir, sem parar, causando imenso espanto ao outro. - Apaixonado! Você está apaixonado. Irei ajudá-lo a desposar aquela jovem. Venha. Voltemos para a aldeia.

            Era provável localizá-la e, como de fato, fácil foi, os tratos para o casamento entre as famílias do noivo e da noiva foram encaminhados por aquele amigo inseparável,  que algumas vezes viu a noiva do outro  sem que ela soubesse como era seu noivo, sem que  jamais soubesse do acontecido na beira do rio.

            Assim chegou o dia em que a donzela de lindos membros, untou o corpo de sândalo, cânfora e óleo de coco, adornou-se de jóias, vestiu um corpete enfeitado de lantejoulas e uma saia enrolada, e com a cabeça envolta numa nuvem de véus, avistou pela primeira vez o noivo que lhe fora destinado, para, em seguida, participar dos ritos aplicados a selar a boa sorte. Sentaram-se para o banquete nupcial e mais tarde, conduzido, por todos, à alcova, repleta de flores, aposento para o casal feliz, e na porta o amigo do noivo ficou, até o último instante.

             Ilude-se quem imagina que a vida não prega armadilhas.

            Desde o casamento, a esposa não via os pais, e por haver constatado que estava grávida, pediu ao marido para visitá-los. Viajavam numa carroça aberta; o amigo, o marido e ela. O amigo servindo-lhes de cocheiro, sentado à frente do casal. Sentados atrás dele o casal se mantinha em silêncio e por não haver muito para onde olhar, o marido por algumas vezes observou o olhar da esposa vagar pelo pescoço de seu amigo. Assim, calados, avançavam pela estrada. Mas, no branco dos olhos dele apareciam veias rubras e sombras de pensamentos negros, com semblante assustador, digno de quem está pronto para cometer atos de sacrifício.

            Em certo trecho da estrada e por terem perdido a direção, entrando por uma vereda errada, foram dar num santuário. O jovem, casado, manifestou o desejo de apear para prestar homenagem à Deusa. Desceu da carroça e galgou os toscos degraus do templo. Afirmou que não demoraria mais que alguns minutos.

            O santuário não era muito imponente, mas ladeavam-lhe o interior muitas imagens esculpidas na superfície da rocha; visões da vida em suas encarnações. Ele cravou os olhos no rosto implacável daquela que exige sacrifícios e traz consigo a morte, enquanto confere a vida. Ao pé da escada estremeceu, ao olhar para o chão e ver cabeças abatidas e cheiro forte de sangue, como se ali fosse um abatedouro subterrâneo. Rodeado estava por  uma moldura de caveiras, mãos e pernas decepadas.  Ao lado, uma espada que servia para degolar as vítimas, no ladrilho, afiada. Apertou o peito ofegante, envolvido, como se seu espírito começasse a turbilhonar. Momento a momento crescia seu horror, transformando sua visão em alucinação. Com o punho cerrado e após proferir palavras obscuras, ergueu a espada do chão e decepou a própria cabeça, do tronco.

               Como demorasse a retornar, sua esposa, que continuava sentada na carroça a contemplar, vez por outra, a nuca do amigo, pediu a este, sussurrando, que fosse saber do marido, pois desejava seguir  viagem.

            Ele preferia que ela não tivesse lhe dirigido a palavra tão docemente... Apeou da boléia e seguiu para o santuário.

             Assombrou-lhe o pavoroso espetáculo que se lhe descortinava no chão. Lá estava o amigo, a cabeça separada do tronco. Ajoelhou-se, crispando de amargo pranto e se perguntando como ele conseguira fazer aquilo de próprio punho! Cobria a face no mesmo instante que tirava as mãos do rosto para tocar, ora a cabeça, ora o tronco do amigo, na tentativa de entender porque, justamente ele a quem admirava por causa do espírito, dera fim a própria vida! - Serei eu culpado? Será que tenho culpa desta tua façanha por minha mera existência, embora não por meus atos? Nossas cabeças sempre conversaram entre si, a tua inteligentemente, a minha de modo simplório. Mas, no momento da ameaça mais grave, silenciaste! Há muito previ o que terá que acontecer agora. Eu, que desejava queimar-me vivo, contigo, também quero perder meu sangue em tua companhia.

            Com estas palavras executou de maneira correta a sentença que ele mesmo acabava de pronunciar. Devido à força dos seus braços musculosos o corpo caiu sobre o do amigo e a cabeça rolou para se juntar a do outro, também.

           O tempo parecia longo, e longos eram os minutos que ela aguardava pelo marido e, agora, também pelo amigo dele. Sem ver razão para um sumir e, o outro, em seguida, desceu da carroça e foi atrás deles, deparando com horrorosa visão, que a fez desfalecer. Quando voltou a si tudo se achava como  minutos antes. Olhou para as cabeças decepadas, os corpos deitados um sobre o outro e o sangue escorrendo devagarzinho. Chorou, chorou alto. Devo segui-los, pensou. Ergueu-se cambaleante. Percorreu o santuário em direção ao ar livre e tentou se estrangular numa figueira porque não tinha força suficiente para conduzir a espada de forma a decapitar-se, porém uma voz ressoando no ar falou-lhe com severidade. Era a Deusa, trovejando sua ira sobre ela que além de atentar sobre a própria vida, tiraria a vida de o pequeno ser, em seu ventre. Ouvia aquela voz e reconhecia sua culpa pela morte do marido e do amigo dele, sabendo que o pecado havia se apossado dela e o marido o havia percebido, quem sabe até escutado, durante a noite, porque temia ter pronunciado o nome do outro em voz alta, durante o sono, ou, quem sabe, em pleno gozo. Sim,  desejava o corpo do outro; o peito, os braços, as pernas. Entregava-se ao marido desejando estar nos braços daquele. O pecado com suas irresistíveis delícias apossara-se dos sentidos dela que confessava o infortúnio da origem deste fato ainda quando aquele a cortejava, em nome do noivo, antes do casamento. Sabia o quanto indigno era dizer, mas o amor carnal não condizia com a cabeça do marido e tão pouco com seu corpo, que lhe transmitia desejo e a ela despertavam outros, sem, todavia, satisfazê-los. Fato que a fazia observar o amigo dele, de físico forte e atitudes diferentes, fazendo-o se impregnar em seu espírito e carne, uma vez que ele vivia, sempre, junto deles.  Porém, devido a insuperável lealdade daquele, resistiu à tentação, e, no entanto, agora, ficara sem nenhum homem. Chorava, pedindo clemência. Desejava-os vivo, e dizia à voz, a Deusa, que seria uma maravilha se ela pudesse modificar este triste final para aqueles dois jovens... 

                A Deusa, então, em voz divina, respondeu-lhe que tinha dó dela e igualmente dos jovens, ainda que ela não o merecesse, e era mais correto que não duvidasse de seus poderes e do pesar que  sentia daquela situação. Trovejando em alto som, ordenou-lhe que se colocasse diante da imagem dela e da encrenca que provocara, sem desmaios, pegasse a cabeça de cada um deles e as devolvesse aos corpos, muito depressa,  em seguida fizesse a benção dos cortes com a espada, o fio para baixo, invocando varias vezes o seu nome. Feito isso os dois jovens ressuscitariam.

            A jovem se quer disse muito obrigada, correu tão depressa quanto permitia sua saia justa.

              E, assim aconteceu. Sem sinais ou cicatrizes, os jovens se levantaram bem à frente dela, olhando-a e em seguida olhando seus corpos, ou melhor, olhavam os corpos que lhes coubera. Ela, no afã da precipitação, colocara a cabeça de um no corpo do outro. O marido e o amigo apareciam diante dela como seres misturados. Os imolados voltaram à vida, mas trocados. Ela lhes suplicava perdão!

             Duas coisas tornaram-se claras imediatamente; ela apostrofou aos ressuscitados o que de fato importava, os sentimentos do eu e do meu de acordo com as cabeças trocadas e;  nenhum dos dois estava zangado com ela por causa do seu equívoco. Ambos apreciavam prazerosamente a nova aparência. Mas, de repente, aquele que antes era o mais jovem, e vestia o corpo do outro, manifestou certa preocupação. O que seria mais importante, a cabeça ou o corpo? Sim, porque o corpo e não a cabeça gera filhos e a jovem esposa estava grávida. Qual deles era seu marido, agora?

                Os dois travaram polêmica discussão e sem que tivessem condições de concluir doloroso assunto acharam por bem procurar um sábio que a eles esclarecesse tal dúvida, corpo ou cabeça, qual parte lhes assegurava a identidade? Enquanto ela, soluçava, implorando que não a obrigassem decidir  de qual desejava ser esposa.

                 O santo homem que os recebeu, após ouvir do mais velho, que agora usava o corpo do mais jovem, toda a história que os trouxera até ele, depois de três dias de viagem, deu o veredicto, sem pestanejar. É esposa daquele que traz sobre os ombros a cabeça do amigo, pois nas bodas, estende-se a mão direita e esta faz parte do tronco. O mais jovem que agora usava o corpo do casado, levantou-se satisfeito em obter tal confirmação. Porém, elevou a voz, o santo homem; - A ela se segue à conclusão que a supera, abafa e converte em verdade. Esposo é quem dele a cabeça tem, e esta sentença não merece nenhum desdém, assim como a mulher é suma delícia e fonte da Poesia, cabe à cabeça entre os membros a supremacia. Foi a vez do casado, que agora usava o corpo do outro, elevar-se satisfeito por ter recorrido ao santo homem como árbitro.

                 E, assim, se separam um dos dois. O mais jovem se despediu do casal na intenção de se tornar um eremita. Ao casal coube viver no auge do gozo dos prazeres sensuais.

                 O sonho paradisíaco deve provir do fato que, no paraíso, se fundem o que é proibido e o que é lícito, de modo que o que é permitido obtém ainda por cima a atração do proibido. O tempo passou e a bem-amada esposa, o marido podia sentir, ainda que tivesse o corpo deste, que antes era do outro, ansiava pelas carícias daquele, como uma enfermidade fatal. O corpo, acessório da cabeça, não tinha sido, como se evidenciara no matrimônio, companheiro inteiramente equivalente da mesma. Sendo a cabeça a supremacia do corpo é, também, a parte decisiva para a aparência, fazendo do novo o estilo antigo.  

                A magia que enfeitiça os seres, em parte alguma se manifesta mais forte  que no desejo amoroso, no terno anseio que impele um indivíduo em direção ao outro.

                  A jovem esposa, ao notar o processo de definhamento no corpo do marido, não podia deixar de tirar conclusões relativas às alterações semelhantes no corpo do outro.

                Numa madrugada de primavera, antes do sol nascer, ela agarrou a mão do filhinho, calçou sandálias de peregrina e caminhou com rumo certo. O marido viajava a trabalho.

                Era uma manhã cintilante de orvalho quando ela chegou em seu destino. Pode observar, ainda com certa distância, um homem de costas, com braços musculosos da lida com a enxada. Chamou-o pelo nome e prontamente foi atendida. Era o amigo de seu marido. Sim! Era ele, a quem considerava, também, pai de seu filho.

                 Foi saudada com inúmeras palavras de boas-vindas. Há tempos ele sentia saudade da presença dela, em corpo e alma.

                 O sol não apontara pela segunda vez, naquela cabana, quando o marido surgiu, mas ele não desejava vingança, sabendo que ela sempre estaria com ambos. Tinha, durante a viagem, decidido o destino dos três, de tal forma que o riso de um não provocasse a tristeza do outro.

               Durante longa conversa, a três, concluíram que se perdoavam, pois sabiam que onde estivessem dois, o terceiro não poderia estar, motivo que os levava a tomar  a única decisão plausível para a poliandria, abjeta e abominável. Restava-lhes desfazer a condição trocada e reunirem-se novamente com o Todo Universal, para desfazer o conflito individual, fundindo-o na chama da vida como oferenda ao fogo do sacrifício. Mas, a ela, o que caberia? E, ao filho deles?

            O marido afirmou que o destino da criança e o deles estaria intimamente ligado, sempre, se cuidassem da honra. Eles, os dois homens, usariam espadas afiadas para travar uma luta na qual não haveria vencedor, cada qual trespassaria a espada no coração do outro, pois somente a espada seria do outro. Eles não sobreviveriam um ao outro, jamais desejaram isso. A ela caberia ser queimada, numa fogueira para três, partilhando o leito da morte com eles.

            Ela, que havia partilhado a vida, aceitou, em honra ao filho, unir-se a eles, também na morte.

             E, sem demora teve início o combate mortal.

            Em seguida, as  labaredas da pira funerária levantaram-se até o céu e os gritos dela, certamente, foram brandos pela alegria de estar unida aos homens amados. Em sua memória foi erguido um obelisco para recordarem seu sacrifício.

            Um brâmane erudito em matéria dos Vedas encarregou-se da educação do menino, a partir dos sete anos. Ele gozou da benevolência de todo um povo, por ser filho de uma viúva contemplada com um monumento, graças à festa do holocausto. Aos doze anos, ele demonstrava corpo cheio de vigor, mas devido à vista curta não se preocupava em demasia com o corpo, dirigindo sua cabeça para as coisas do espírito. Aos vinte anos,  já era preletor do rei de Benares.

 

07/01/2005

 

Uma narrativa que através do erotismo atinge o mais puro da alma

assim é "As cabeças trocadas de Thomas Mann" - reconhecidamente um dos maiores escritores da língua alemã.

  

                                   

 

 

                                   

 

 

                                   

 

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