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Lucelena
Maia lança "Sombras de uma profecia",
seu terceiro livro, tendo o misticismo indiano como pano
de fundo para a obra
 GUSTAVO MOREIRA
Repórter
DORIVAL DIAS
"
Sombras de uma profecia" é o resultado de cinco
anos de dedicação da autora Lucelena Maia
Diante da "pérola" branca, cuidadosamente
construída com pedras de mármore, Carolina,
uma estudante brasileira, se vê profundamente comovida
e tomada por uma emoção inexplicável.
Subitamente, os olhos da jovem de 18 anos deixam cair uma
lágrima ao contemplar a imponência do Taj-Mahal,
palácio situado na cidade de Agra, na Índia.
Dentro do monumento, construído entre 1630 e 1652
pelo imperador Chan Jahan em homenagem à sua amada,
a estudante se vê diante de uma profecia. A revelação
de um homem desconhecido é decifrada muitos anos depois
e transforma Carolina na jóia mais rara do palácio.
O convite para a viagem no universo
do misticismo indiano é da
escritora paulista por nascimento, mas uberlandense de coração
Lucelena Maia, que lança sua terceira obra. Depois
de "@teneu.Poesi@" e "Um alvo calculado",
a escritora realiza mais uma noite de autógrafos na
próxima sexta-feira, às 20 h, em Uberlândia,
para apresentar seu novo trabalho, denominado "Sombras
de uma profecia" (Scortecci Editora). O livro é o
resultado de cinco anos de dedicação ao romance
que ultrapassa as fronteiras brasileiras e chama os leitores
para um mergulho na diversidade cultural, religiosa e simbólica
do povo indiano. Para construir a história de Carolina
e as demais personagens da trama, a protagonista do romance,
Lucelena dedicou horas e horas de pesquisas sobre o País.
O trabalho foi enriquecido por
informações
e materiais disponibilizados pela embaixada da Índia
no Brasil. "Fiquei muito feliz, pois, em poucos dias,
recebi um calhamaço de informações sobre
o país, mostrando a realidade indiana de Norte a Sul",
lembra. Ao contrário de "Um alvo calculado",
que retrata uma história de cobiça e corrupção,
em "Sombras de uma Profecia" a autora foca seu
trabalho na sensibilidade e interioridade humana. O texto
suave de fácil assimilação remete o
leitor à crença em vidas passadas, carmas e
o questionamento dos diversos acasos que circundam o homem. "No
desenrolar da trama, a personagem principal enxerga que muitos
fatos de sua vida tinham uma explicação. Ela
percebe que muitas situações não ocorreram
por acaso", relata.
Feliz com o resultado, Lucelena
diz perceber seu o amadurecimento como escritora entre
um lançamento e outro. Ao mesmo
tempo, ela colhe o resultado das publicações
anteriores. "Fiquei muito emocionada quando vi uma criança
admirada com ?Um alvo calculado?. Apesar de esta não
ser uma obra infantil, me senti privilegiada ao ver o entusiasmo
da menina em estar diante da escritora", afirma se referindo à visita
que ela fez a uma escola de Uberlândia.
Com os pés no chão, Lucelena foi cuidadosa
ao falar sobre os projetos para o futuro. Conforme afirmou,
sua realização como autora está na conquista
de cada leitor. "Claro que seria muito bom se meu trabalho
tivesse uma dimensão nacional, mas não trabalho
com a idéia de ser uma best seller. Está muito
bom assim: tendo tempo para pensar, pesquisar e escrever
minhas obras", diz.
Taj-Mahal
O palácio deslumbrante chamado de Taj-Mahal fica
em Agra, pequena cidade da Índia. A construção
do monumento foi feita entre os anos de 1630 e 1652. Cerca
de 22 mil homens, de várias cidades do Oriente, trabalharam
no suntuoso palácio de mármore branco que o
imperador Chan Jahan mandou construir em memória de
sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam, a quem chamava
de Mumtaz Mahal ("A jóia do palácio").
Ela morreu após dar a luz o 14º filho. O Taj-Mahal
foi construído sobre seu túmulo, junto ao rio
Djamna. O imperador pretendia fazer para ele próprio
um outro Taj-Mahal, só que em mármore preto,
mas acabou deposto antes disso por um de seus filhos. Em
1830, o Taj-Mahal foi vendido a um mercador inglês,
que pretendia derrubá-lo e levar todo o mármore
para a Inglaterra. Quando os caminhões iam começar
o trabalho, ele foi desencorajado: o projeto sairia muito
caro.
Jornal
Correio
29 de abril de 2006 – sábado
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