A Cereja
lucelena
maia
Guardar, das belas
cerejas adocicadas,
Prazerosos sabores
vividos em regalo,
Tal qual ventura de
paixões deliciadas,
Faz, da fruta favorita,
uma colheita
fácil.
Corteja-se, sem pressa
e à distância
Acumulando as dispensáveis, em
cesto,
Cujo destino deste, em
transbordância...
São cerejas em caldas ou
em refresco.
Mas a que
brilha aos olhos, a escolhida...
Ah! Aquela, lá
no alto, pede total atenção;
Não faz parte do
cesto. Sendo ela colhida,
Será deglutida, com
a mais suave
excitação.
Alguns segundos de
paladar, e o esquecimento
Do que representou
a estimulante investida;
A beleza da fruta
aguçou a libido, em detrimento...
Comê-la,
por ser bela, justifica a investida.
02/04/2003
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