Os
ponteiros se encontram
à meia noite,
E o
nosso encontro longe está de acontecer;
O
tique-taque marcha livre em meu peito,
Como se eu estivesse condenada a
padecer.
Mãos trêmulas tentam abafar o som no ouvido,
Modesto gesto para quem deseja
reacender
E encontrar, oculto nos ponteiros inimigos,
Som
mais poderoso que a ausência de você.
20/05/2003