Em
Meu Peito há Piracema
lucelena
maia
A
farfalhar, buscando a nascente,
Vai a piracema em meu peito
Lutando co'o rio, contra a corrente,
A
habitar-me no limite do leito.
O limbo, qu'em minh'alma se espalha
Junto à catarse que envolve a morte
Faz-me viver no fio da navalha
À
deriva do predador e da sorte.
Hoje, em meu peito, transitam temas
Com
rumores de renovação à vida
Formulados n'alma, qual teorema
De
conceito louvável pr'um novo dia.
Os sulcos da face, latentes e apinhados,
No
límpido curso das águas em cena
Desvanecidos submergem afogados
Enquanto eu renasço da piracema.
Quanto aos fortes murmúrios no peito,
Seguem o curso dos sonhos
desfeitos...
06/2005