Se
olhando
Debruçada sobre a
janela da alma,
A espionar seu
passado, como referência,
Furtou, ao acaso, mais
que uma pendência,
Algemada
ao ego, nutrindo traumas.
Vetos cotidianos
impuseram-na a se abster,
Por vezes, de alguma
pretensão desejável,
E, por este
caminho bizarro, ignorável,
Fechou, junto
a morada da alma, seu ser.
O tempo, ilustre
afeiçoado, a traçar seus planos,
Armou tropeços,
nos empilhados escombros,
E ela, que já
não fugia do peso em seus ombros,
Debruçou olhos infinitos para vindouros
anos.
Sem desencadear
espionagem ao infortúnio,
Guerreou com o
subconsciente, usando lealdade...
Abraçando-se,
com coragem, enraizou verdades.
Abriu
as algemas e libertou o ego,
no intuito
De
desnutrir os traumas da alma, a tempo,
E de viver a lição,
sem postá-la ao esquecimento.
21/03/2003
envie esta página