Pequenos versos, declamados quando criança,
Não doíam, eu brincava de passar aliança...
O tempo se foi, os versos ficaram esquecidos,
Mas o local onde os guardei um dia foi remexido.
Alguém abriu o baú, e os versos se espalharam...
Do meu âmago, um som ecoou abafado;
Era a fase adulta falando ao meu ouvido,
Em rimas que se me cravavam o sentido.
Dos meus olhos
verteram lágrimas, sem poesia,A alegria de outrora, em fase adulta, doía
Ao recordar o verso que, na infância, declamei.
Brinquei com a realidade e não a conhecia...
Guardei os versos no baú, por eles já não padecia.
Ao vivenciá-los sem inocência, chorei!